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CÂMARA DE SUMARÉ

Com Hélio Silva licenciado, Lucas Agostinho assume comando da Câmara de Sumaré

Vice-presidente conduz Legislativo durante licença de 30 dias do presidente, que está preso; sessão desta terça-feira (15) tem projetos sobre mães atípicas

Publicado em 15/09/2026 às 09:22
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Resumo
  • Lucas Agostinho assumiu interinamente a presidência da Câmara de Sumaré após Hélio Silva pedir licença de 30 dias.
  • Hélio está preso desde 9 de setembro, após operação policial relacionada ao tráfico de drogas; ele também é candidato a deputado federal.
  • Sessão desta terça (15) tem na pauta o projeto que cria o Dia Municipal da Mãe Atípica, além de duas propostas de homenagem.

A Câmara Municipal de Sumaré está sendo comandada interinamente pelo vereador Lucas Agostinho (União Brasil) após o presidente da Casa, Hélio Silva (Cidadania), protocolar pedido de licença por 30 dias para tratar de “assuntos particulares”.

Hélio está preso desde quarta-feira (9), quando foi detido durante uma operação policial relacionada ao tráfico de drogas. Com o afastamento temporário, Lucas, que ocupa a 1ª vice-presidência do Legislativo, passou a conduzir os trabalhos da Câmara.

A mudança já foi registrada em sessão do Legislativo, na qual Lucas presidiu os trabalhos e conduziu as votações previstas na pauta.


Entre as matérias aprovadas, esteve o Projeto de Lei nº 11/2026, de autoria do vereador Welington da Farmácia (MDB), que denomina como Neuza Aparecida Vitor Ferreira a Avenida 3, no Residencial Villa Flórida. A proposta recebeu 20 votos favoráveis.

Os vereadores também aprovaram, por unanimidade, quatro projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo para abertura de créditos adicionais no orçamento municipal. Juntos, os créditos ultrapassam R$ 1,7 milhão e serão destinados a ações da administração municipal.

Nova sessão tem pauta sobre mães atípicas

Com Lucas Agostinho à frente dos trabalhos, a Câmara realiza nesta terça-feira (15) a 29ª Sessão Ordinária, marcada para as 10h.

Um dos principais projetos da Ordem do Dia é o PL nº 160/2026, apresentado pelo vereador Geraldo Medeiros (PT), que propõe a criação do Dia Municipal da Mãe Atípica no calendário oficial de eventos de Sumaré.

Pela proposta, a data seria celebrada anualmente no segundo sábado de maio, na véspera do Dia das Mães. A iniciativa busca criar um espaço de acolhimento, troca de experiências e reconhecimento para mulheres responsáveis pelos cuidados de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras e outras condições.

O projeto também estabelece relação com a política municipal “Cuidar de Quem Cuida”, criada pela Lei Municipal nº 7.468, sancionada em maio de 2025.

Segundo a justificativa apresentada por Geraldo Medeiros, a criação da data pretende dar visibilidade à rotina dessas mulheres e contribuir para o enfrentamento do preconceito e para o fortalecimento da rede de apoio.

“Instituir esta data é um ato de justiça social que materializa o lema de ‘cuidar de quem cuida’ em nosso município”, afirma o vereador na justificativa.

Homenagens também estão na pauta

Além do projeto voltado às mães atípicas, a sessão desta terça-feira inclui outras duas propostas.

O PL nº 05/2026, de autoria do vereador Valdir de Oliveira (Republicanos), concede o Título de Cidadã Sumareense a Amélia Moreno Carrara, em reconhecimento aos serviços prestados ao município.

Já o PL nº 12/2026, apresentado por Welington da Farmácia (MDB), propõe denominar a atual Avenida 4, no Residencial Villa Flórida, como Avenida Maria Aparecida Bertachini Lopes.

Cenário político

A mudança no comando da Câmara ocorre em um momento de forte repercussão política em Sumaré. Além de presidir o Legislativo, Hélio Silva é candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

Com a licença apresentada pelo presidente, Lucas Agostinho fica responsável pela condução dos trabalhos legislativos durante o período de afastamento.

A situação de Hélio Silva ocorre paralelamente às investigações que motivaram sua prisão. A prisão, por si só, não representa condenação, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas no curso do processo judicial.

Fonte: Portal da Cidade Sumaré

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