REPERCUSSÃO POLÍTICA
Cidadania suspende funções de Hélio Silva após prisão em operação da PF
Partido diz ter adotado medida imediata e afirma não tolerar condutas fora da lei; vereador é investigado por suspeita de financiar tráfico
Publicado em
10/09/2026 às 08:10
Atualizado em
Resumo
- Cidadania suspendeu imediatamente Hélio Silva de suas funções no partido após a prisão na Operação Archimagus.
- Legenda declarou “tolerância zero com o crime”, mas afirmou respeitar a ampla defesa.
- Hélio é investigado pela PF por suspeita de financiar um grupo ligado ao tráfico de drogas e também é candidato a deputado federal em 2026.
O Cidadania suspendeu imediatamente as funções partidárias do vereador Hélio Silva, presidente da Câmara Municipal de Sumaré, após a prisão do parlamentar na Operação Archimagus, deflagrada nesta quarta-feira (9) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas.
A decisão foi comunicada pela direção estadual do partido poucas horas após a prisão. Hélio Silva é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como financiador de um grupo ligado ao tráfico de drogas.
Em nota, o Cidadania afirmou que respeita o direito à ampla defesa, mas declarou que não tolera condutas que estejam fora da lei.
“A direção estadual suspendeu imediatamente todas as funções de Hélio Silva no partido e se coloca à disposição das autoridades no que couber. Respeitamos a ampla defesa de todo cidadão, mas não toleramos qualquer conduta fora da lei. Cidadania é tolerância zero com o crime”, informou a legenda.

Saiba Mais:
- Presidente da Câmara de Sumaré é preso em operação que investiga tráfico de drogas
- PF aponta como funcionaria grupo ligado ao tráfico e liderado por Hélio Silva
Decisão atinge atuação partidária
A suspensão anunciada pelo Cidadania representa, até o momento, a principal consequência política imediata após a prisão de Hélio Silva.
O parlamentar, de 55 anos, é filiado ao partido e exerce a presidência da Câmara de Sumaré no biênio 2025/2026. Ele também é candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
A investigação da Polícia Federal aponta Hélio Silva como suposto líder e financiador de um grupo que teria atuação na compra, armazenamento e distribuição de drogas na região de Sumaré.
Segundo a PF, entre janeiro e agosto deste ano foram identificados episódios em que o vereador teria recebido sacolas com volumes aparentando ser dinheiro. Os valores teriam sido posteriormente colocados em um veículo oficial da Câmara Municipal.
A investigação também apura o possível uso de imóveis e empresas ligados ao vereador para dar suporte às atividades do grupo e levanta a suspeita de que recursos de origem ilegal tenham sido utilizados para financiar atividades político-eleitorais.
Operação Archimagus
A Operação Archimagus foi realizada pela Ficco de Campinas, força integrada que reúne agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil de São Paulo, além de guardas municipais de Paulínia.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão em Sumaré, Campinas, Vinhedo (SP) e Jacutinga (MG).
Entre os locais investigados está um sítio em Jacutinga que, segundo a PF, pode ter sido utilizado para armazenamento de drogas.
A operação também busca esclarecer a suposta estrutura do grupo e a participação de cada um dos investigados.
Câmara diz que investigação é pessoal
Após a prisão, a Câmara Municipal de Sumaré afirmou que os fatos investigados têm caráter pessoal e que, até o momento, não há informação que relacione o caso às atividades institucionais do Poder Legislativo.
Em nota, a Câmara reforçou o compromisso com a transparência e a legalidade e destacou que Hélio Silva, assim como qualquer cidadão, está amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência.
A defesa do vereador informou que está levantando as informações relacionadas à investigação para apresentar os esclarecimentos necessários no momento adequado.
Investigação continua
A prisão de Hélio Silva ocorreu no âmbito de uma investigação ainda em andamento. As suspeitas apresentadas pela Polícia Federal serão analisadas no decorrer do processo, e a prisão temporária não representa condenação.
O Cidadania, por sua vez, decidiu afastar o vereador de suas funções dentro da legenda enquanto o caso é apurado pelas autoridades.
Fonte: Portal da Cidade Sumaré
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