Saúde pública
Segunda gravidez após curetagem no Hospital Estadual de Sumaré é denunciado em 2026
Mulher de 40 anos está na 35ª semana de gestação e relata cancelamentos de consultas de pré-natal de alto risco; hospital abriu sindicância para apurar
Publicado em
29/09/2026 às 08:22
Atualizado em
Resumo
- Uma mulher de 40 anos, na 35ª semana de gestação, afirma que continuou grávida após passar por uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré, em fevereiro, e denuncia cancelamentos sucessivos de consultas de pré-natal de alto risco.
- Este é o segundo caso divulgado em 2026 envolvendo uma gravidez mantida após procedimento semelhante na unidade.
- O hospital abriu sindicância para apurar o atendimento e informou que a paciente está em acompanhamento, com consulta prevista para 30 de setembro.
Uma mulher de 40 anos, atualmente na 35ª semana de gestação, denuncia falhas no atendimento e na assistência médica recebida no Hospital Estadual de Sumaré (HES). Segundo reportagem da EPTV, divulgada nesta segunda-feira (28), a paciente foi submetida a uma curetagem uterina em fevereiro, após receber o diagnóstico de gestação não evolutiva, mas descobriu, 19 dias depois, que continuava grávida.
O caso é o segundo divulgado neste ano envolvendo uma paciente que permaneceu grávida após passar por curetagem na unidade estadual. Diante da nova denúncia, o hospital informou que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe responsável pelo atendimento.
Gravidez foi identificada após novo ultrassom
De acordo com o relato da paciente à EPTV, os primeiros exames, realizados em fevereiro, indicaram uma gestação sem evolução embrionária. Após avaliação no Hospital Estadual de Sumaré, ela foi submetida à curetagem na madrugada de 25 de fevereiro.
O resumo de alta hospitalar registrou que o procedimento ocorreu sem intercorrências. No entanto, a mulher afirma que continuou sentindo dores intensas e cólicas nas semanas seguintes.
Preocupada com os sintomas, ela procurou uma nova avaliação médica na Maternidade de Campinas, 19 dias após a cirurgia. Um ultrassom identificou um feto com batimentos cardíacos normais, com idade gestacional estimada em sete semanas e três dias.
Segundo a paciente, após retornar ao Hospital Estadual de Sumaré para comunicar o resultado, recebeu orientação para iniciar o acompanhamento pré-natal de alto risco, considerando o histórico clínico e as circunstâncias do procedimento.
Paciente relata cancelamentos no pré-natal
Além do episódio relacionado à curetagem, a mulher afirma enfrentar dificuldades para manter o acompanhamento da gestação. Segundo seu relato, consultas de pré-natal de alto risco foram canceladas sucessivamente, sob a justificativa de falta de médicos.
A paciente também questiona a continuidade do atendimento, a falta de orientações sobre medicamentos utilizados durante a gravidez e a conduta adotada após um acidente de carro, quando sofreu uma pancada na cabeça e apresentou sangramento.
De acordo com a reportagem, seu último atendimento presencial havia ocorrido em 26 de agosto. Desde então, ela relata dificuldades para conseguir novas consultas, situação que aumenta a preocupação diante da proximidade do parto.
O acompanhamento pré-natal de alto risco é especialmente relevante diante do histórico relatado pela paciente e da necessidade de avaliação individualizada das condições maternas e fetais.
Segundo caso registrado no mesmo hospital
Em agosto, outra moradora de Sumaré teve seu caso divulgado após descobrir que o bebê continuava vivo cerca de um mês depois de receber o diagnóstico de aborto espontâneo e passar por uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré.
Na ocasião, a paciente também relatou complicações relacionadas ao procedimento e à continuidade da gestação. O hospital informou à imprensa que a apuração do primeiro caso ainda não havia sido concluída.
A repetição de relatos com circunstâncias semelhantes amplia a necessidade de esclarecimentos sobre os atendimentos, os protocolos clínicos adotados e os mecanismos de acompanhamento dos pacientes. A existência de dois casos divulgados, entretanto, não permite, por si só, concluir que houve falha sistêmica ou estabelecer responsabilidades médicas.
Hospital abre sindicância
Em nota divulgada à imprensa, o Hospital Estadual de Sumaré lamentou o ocorrido e informou que uma sindicância está em andamento para apurar a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento da paciente.
A instituição afirmou ainda que, caso sejam constatadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas.
Sobre a assistência atual, o hospital informou que a gestante está em acompanhamento pré-natal e tem uma consulta prevista para a próxima quarta-feira (30 de setembro).
Interesse público e apuração
O caso levanta questões sobre a segurança dos procedimentos obstétricos, a confirmação diagnóstica antes de intervenções cirúrgicas e a continuidade da assistência a gestantes classificadas como de alto risco.
As circunstâncias dos atendimentos e as responsabilidades envolvidas dependem da conclusão das apurações. Até o momento, o hospital informou a abertura de sindicância, sem divulgar o resultado da investigação.
Fonte: G1.globo.com - Edição: Douglas Melo
Notícias relacionadas
Sumaré capacita agentes para ampliar prevenção e controle da esporotricose
25/09/2026 às 18:09
Prefeitura de Sumaré mantém mutirões de saúde com previsão de 35 mil procedimentos
25/09/2026 às 17:13
Sumaré recebe encontro regional para aprimorar gestão e faturamento do SUS
25/09/2026 às 08:48
Carreta do Ministério da Saúde já realizou 832 exames de imagem em Sumaré
21/09/2026 às 17:34
Nova Odessa encaminha projeto para integrar o Samu Regional Hortolândia/Sumaré
21/09/2026 às 08:52
Sumaré inicia atendimentos de Telessaúde e reduz deslocamentos p/ consultas especializadas
19/09/2026 às 09:58