SAÚDE Pública
Sumaré capacita agentes para ampliar prevenção e controle da esporotricose
Treinamento reuniu mais de 30 profissionais e reforçou identificação, prevenção e encaminhamento de casos em humanos e animais
Publicado em
25/09/2026 às 18:09
Atualizado em
Resumo
- Sumaré capacitou mais de 30 agentes de endemias para reforçar a prevenção e o controle da esporotricose, doença que pode atingir gatos e seres humanos.
- Em 2026, o município registrou 16 notificações de suspeita em pessoas, com três casos confirmados, além de 112 notificações em gatos.
- As equipes também iniciaram busca ativa no Matão e orientam moradores a evitar contato com animais que apresentem feridas suspeitas e procurar atendimento.
Mais de 30 Agentes de Combate às Endemias de Sumaré participaram, nesta sexta-feira (25), de uma capacitação sobre esporotricose, doença que pode atingir animais e seres humanos. O treinamento busca ampliar a capacidade das equipes para identificar casos suspeitos, orientar moradores e fortalecer as ações de vigilância e controle no município.
A capacitação foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com as Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses, na Sala de Conferências do Centro Administrativo de Nova Veneza.
Durante o encontro, os profissionais receberam orientações sobre formas de transmissão, manifestações clínicas em humanos e animais, prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da doença.
A atividade foi conduzida pela médica-veterinária da Vigilância em Zoonoses, Jéssica Rocha; pela enfermeira e gerente da Vigilância Epidemiológica, Elane Granja; e pelo coordenador da Educação Continuada, Rafael Silvério.

Sumaré teve três casos humanos confirmados em 2026
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Sumaré recebeu 16 notificações de suspeita de esporotricose humana em 2026. Desse total, três casos foram confirmados.
No ano passado, foram registradas 24 notificações, com 13 confirmações.
Entre os animais, o município contabiliza 112 notificações de esporotricose em gatos em 2026.
Os números fazem parte do monitoramento realizado pelas Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses, que mantêm ações de acompanhamento, diagnóstico, tratamento e controle.

Busca ativa começou pelo Matão
Além da capacitação, as equipes municipais já iniciaram ações de orientação aos moradores e busca ativa de casos no bairro Matão, onde foi realizada a primeira pesquisa de campo.
A atividade procura identificar pessoas e animais com sinais suspeitos da doença e orientar as famílias sobre prevenção e acesso aos serviços de saúde.
A Secretaria de Saúde prevê a continuidade da ação e a ampliação para outras regiões, considerando as áreas que apresentarem maior número de registros e a disponibilidade das equipes.
Segundo a secretária adjunta de Saúde, Denise Barja, o treinamento também permite que os agentes estejam preparados para reconhecer situações suspeitas durante as visitas domiciliares.
“Com esse conhecimento, os profissionais poderão, durante as visitas casa a casa, identificar animais ou moradores com lesões suspeitas, orientar melhor as famílias e encaminhar os pacientes para o atendimento adequado”, afirmou.

Como ocorre a transmissão
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do complexo Sporothrix. O fungo pode ser encontrado no ambiente e em materiais orgânicos, como matéria vegetal em decomposição, flores e troncos de árvores.
Os gatos domésticos são considerados uma importante fonte de transmissão para seres humanos. O contágio pode ocorrer por arranhões, mordidas ou contato direto com lesões de animais infectados.
Por isso, a orientação dos serviços municipais é evitar o contato direto com animais que apresentem feridas suspeitas e procurar atendimento especializado.
O que fazer em caso de suspeita em animais
A Unidade de Vigilância de Zoonoses atua no monitoramento da doença, mapeamento das áreas com registros, realização de exames diagnósticos, notificações e fornecimento de medicamentos.
Já a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal realiza consultas veterinárias, coleta de exames e acompanhamento clínico dos animais.
A orientação aos tutores é procurar atendimento veterinário ao identificar lesões suspeitas em gatos, evitando o contato direto com as feridas.
Como funciona o atendimento para pessoas
Em casos humanos suspeitos, as unidades de saúde realizam a avaliação clínica e a notificação por meio da ficha específica de Esporotricose Humana.
Na sequência, a Vigilância Epidemiológica providencia a coleta de material biológico por swab e o encaminhamento da amostra ao laboratório de referência para confirmação.
O médico responsável pelo primeiro atendimento pode encaminhar o paciente ao CRESSER (Centro de Referência em Saúde Sexual e Reprodutiva), onde é realizada a dispensação da medicação e, quando necessário, o acompanhamento com médico infectologista.
Pessoas que apresentem lesões ou outros sintomas compatíveis após contato com animais infectados devem procurar uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e contribui para interromper a cadeia de transmissão da doença.
Vigilância integrada
A capacitação dos agentes faz parte de uma estratégia de integração entre as áreas de saúde humana e animal. A atuação conjunta permite identificar casos no território, orientar as famílias e direcionar pacientes e animais para os serviços responsáveis pelo diagnóstico e tratamento.
Para a Secretaria de Saúde, o trabalho de vigilância também é importante para identificar áreas com maior concentração de registros e direcionar as ações de prevenção e busca ativa.
Fonte: Prefeitura de Sumaré / Edição: Douglas Melo
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