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Sumaré concentra metade dos casos de esporotricose humana da região em 2026
Sumaré registrou três das seis infecções confirmadas na RMC em 1026; Vigilância Epidemiológica reforça alerta sobre prevenção e cuidados com gatos doentes
Publicado em
11/08/2026 às 08:14
Atualizado em
Sumaré registrou três dos seis casos confirmados de esporotricose humana na região de Campinas em 2026, concentrando 50% das infecções notificadas até o momento, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde.
A doença é causada por um fungo e é transmitida principalmente por gatos infectados, por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com feridas do animal. O alerta mobiliza autoridades de saúde do município, que reforçam a necessidade de informação e prevenção para evitar novos casos.
De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica de Sumaré, Elane Granja, muitas pessoas ainda desconhecem os sinais da doença nos felinos e acabam mantendo contato próximo com animais doentes sem proteção adequada.
“Muitas vezes as pessoas veem as feridas no animal, mas não associam à esporotricose e continuam manipulando o gato sem cuidados”, alerta.

Caso em Sumaré acende o alerta
A aposentada Martina Pereira Menezes, moradora de Sumaré, relatou ter contraído a doença após alimentar gatos de rua que apareciam em frente à sua casa. Ela percebeu inicialmente uma pequena lesão no calcanhar, que aumentou com o passar do tempo e ainda exige tratamento médico.
O caso reforça a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação do fungo entre animais que têm acesso à rua e o risco de transmissão para humanos.
Sintomas e tratamento
Nos seres humanos, a esporotricose costuma começar com vermelhidão, pequenos nódulos ou feridas na pele. Sem tratamento, as lesões podem aumentar, espalhar-se pelo corpo e atingir outros órgãos.
O tratamento é realizado com medicamentos antifúngicos e pode durar de três a seis meses, dependendo da gravidade da infecção.
Orientações da Vigilância Epidemiológica
A Secretaria de Saúde de Sumaré orienta a população a:
- evitar tocar diretamente em feridas de gatos;
- usar luvas e máscara ao cuidar de animais com lesões suspeitas;
- procurar uma unidade de saúde ao notar feridas persistentes após contato com felinos;
- encaminhar o animal para avaliação veterinária.
A Vigilância Epidemiológica destaca que a identificação precoce dos casos em humanos e nos animais é fundamental para interromper a transmissão e evitar o agravamento da doença no município.
Fonte: G1.globo.com - Edição: Douglas Melo
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