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Atrasos e falta de ônibus afetam passageiros entre Campinas, Hortolândia e Sumaré

Usuários relatam viagens canceladas, superlotação e gastos extras com aplicativos; Artesp intensifica fiscalização e cobra medidas das empresas

Publicado em 29/08/2026 às 13:22
Atualizado em

Reprodução (Foto: Cidade On)

Resumo
  • Passageiros denunciam atrasos frequentes em linhas intermunicipais.
  • O problema afeta o deslocamento entre Campinas, Hortolândia e Sumaré.
  • Usuários cobram maior fiscalização e regularidade no cumprimento dos horários.

Passageiros que utilizam as linhas metropolitanas entre Campinas, Hortolândia e Sumaré relatam problemas recorrentes no transporte público, principalmente nos horários de pico e durante a noite. Entre as principais reclamações estão atrasos, cancelamentos, falta de veículos e superlotação.

As queixas atingem especialmente as linhas 654, que liga o Terminal Metropolitano de Sumaré ao Shopping Iguatemi, passando por Hortolândia, e 659, utilizadas por trabalhadores e estudantes que dependem do transporte coletivo para chegar a Campinas e retornar para casa.

Segundo dados da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) divulgados pela EPTV e pelo g1 Campinas e região, a linha 654 registrou 840 problemas entre março e agosto deste ano. Desse total, 94% estavam relacionados a atrasos ou falta de veículos.

Além da espera prolongada, passageiros relatam situações de superlotação quando os ônibus finalmente chegam. Usuários afirmam que, em alguns casos, precisam viajar próximos às portas ou em condições desconfortáveis devido à quantidade de pessoas.

Os problemas também provocam impacto financeiro para quem depende das linhas no período noturno. Quando os ônibus não passam nos horários previstos, trabalhadores relatam recorrer a serviços de transporte por aplicativo para conseguir voltar para casa, arcando com despesas que não estavam previstas.

“É complicado, é exaustivo. Eu saio de casa 10 horas da manhã, peguei ele pra vir. Tive que esperar quase uma hora num ponto de ônibus lá perto de casa”, relatou Bruno da Silva Reis, usuário do transporte público na região.

Outra passageira, Maria Eduarda, afirmou que os gastos com transporte por aplicativo pesam no orçamento. “R$ 40 para ir embora. Como que a gente faz no final do mês? É pagar pra trabalhar, né? Porque não tem ônibus”, disse.

Falta de motoristas

O Consórcio BusMais, responsável pela operação das linhas, atribui os problemas à falta de motoristas profissionais. Segundo a empresa, está sendo criado um programa para formação de novos condutores com o objetivo de ampliar o quadro de funcionários.

A justificativa, porém, não encerra as reclamações dos usuários, que afirmam receber informações semelhantes há algum tempo e cobram uma solução para a regularidade do serviço.

Artesp intensifica fiscalização

A Artesp informou que tem conhecimento das reclamações relacionadas à linha 654 e que já notificou as empresas responsáveis para que apresentem planos de ação destinados à regularização da operação.

A agência também informou que irá intensificar a fiscalização nas garagens das operadoras e nos terminais rodoviários da região, incluindo a verificação do cumprimento das viagens programadas e das condições de atendimento aos passageiros.

Enquanto as medidas são anunciadas, trabalhadores e estudantes que utilizam as linhas metropolitanas seguem relatando dificuldades para cumprir seus horários e retornar para casa, especialmente no período noturno.

Fonte: Portal da Cidade Sumaré

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