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VIOLÊNCIA ESCOLAR

Menino de 10 anos é agredido por colegas em escola municipal de Sumaré

Segundo a mãe, estudante já havia sido ameaçado anteriormente; Prefeitura afirma que professor interveio e que equipes da Educação acompanham o caso

Publicado em 27/08/2026 às 08:38
Atualizado em

Fachada da escola (Foto: Reprodução)

Resumo
  • Denúncia: mãe afirma que filho de 10 anos foi agredido por seis colegas dentro de escola municipal de Sumaré.
  • Ameaça anterior: segundo Josiele Pinheiro, um aluno teria ameaçado levar uma faca para ferir Eduardo Gabriel.
  • Investigação: caso foi registrado no 5º DP; mãe acusa professor de omissão, enquanto Prefeitura afirma que houve intervenção imediata.

Um aluno de 10 anos foi agredido por colegas dentro da Escola Municipal Anália de Oliveira Nascimento, em Sumaré. O caso ocorreu na terça-feira (25), após um desentendimento entre estudantes, e foi denunciado à Polícia Civil.

A vítima foi identificada pela mãe como Eduardo Gabriel. Moradora do bairro Bom Retiro, Josiele Pinheiro relatou à Rádio Digital Pop que o filho teria sofrido ameaças antes das agressões.

Segundo ela, um dos colegas teria dito anteriormente que levaria uma faca para ferir o menino. Na terça-feira, ainda conforme o relato da mãe, Eduardo foi agredido dentro da unidade escolar e ficou machucado.


A mãe também encaminhou um vídeo à Rádio Digital Pop relatando o episódio e demonstrando preocupação com a segurança do filho dentro da escola.

Agressão teria envolvido seis alunos

De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões começaram após um desentendimento durante uma aula de Educação Física. A mãe afirmou que o filho foi atacado por seis colegas, com socos, chutes e tapas.

Ela relatou que só tomou conhecimento da situação ao buscar o menino na escola. Naquele momento, segundo a mãe, a criança passou mal e quase desmaiou.

Eduardo foi levado para a UPA Santa Joana, onde recebeu atendimento médico. O receituário apontou dores na cabeça, nas costas, nos braços e nas pernas. O documento também registrou abalo emocional.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o menino já realiza acompanhamento no CAPS Infantil e foi considerado temporariamente sem condições de realizar atividades escolares nos próximos dias.

Caso foi registrado na Polícia Civil

A mãe registrou um boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Sumaré. Nesta quarta-feira (26), a criança também passou por exame de corpo de delito.

Josiele afirmou que o professor responsável pela turma não teria intervindo durante as agressões. A Prefeitura de Sumaré, no entanto, contesta a acusação de omissão.

Prefeitura diz que professor interveio

Em nota oficial encaminhada à imprensa, a Secretaria Municipal de Educação informou que agiu assim que tomou conhecimento da ocorrência e que o conflito foi contido por um professor.

Segundo a administração municipal, o docente interveio no momento da situação. Na sequência, a equipe gestora da escola, o Núcleo Pedagógico e a supervisão escolar foram acionados para acompanhar o caso e adotar as providências consideradas necessárias.

A Prefeitura também informou que determinou o acompanhamento da situação junto à escola e aos responsáveis pelos alunos envolvidos, com orientações relacionadas à convivência, ao respeito e à segurança no ambiente escolar.

A Secretaria Municipal de Educação afirmou ainda que não compactua com situações de violência nas escolas e que a segurança, o bem-estar e a integridade dos estudantes são prioridade.

O caso foi denunciado à Polícia Civil e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

Fonte: Ge e radio Pop Digital - Edição Douglas Melo

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