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SEGURANÇA PÚBLICA

Prisões em flagrante por violência doméstica crescem 18,4% na região de Campinas

Dados do primeiro semestre de 2026 apontam 1.095 agressores presos na região, contra 925 no mesmo período do ano passado

Publicado em 24/08/2026 às 09:27
Atualizado em

Prisões em flagrante por violência doméstica sobem 18,4% na região de Campinas Prisões em flagrante por violência doméstica sobem 18,4% na região de Campinas (Foto: Reprodução)

As prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar cresceram 18,4% na região de Campinas no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

Entre janeiro e junho deste ano, foram 1.095 prisões e apreensões em flagrante, contra 925 registros no mesmo período de 2025. O aumento representa 170 ocorrências a mais na comparação entre os dois semestres.

O crescimento também foi registrado em todo o Estado de São Paulo. No primeiro semestre deste ano, as forças de segurança realizaram 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica, ante 8.692 no mesmo período do ano passado.

Aplicativo SP Mulher Segura, que permite registrar boletins de ocorrência pela internet

Para a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, o aumento dos flagrantes está relacionado ao reforço das ações de policiamento e da estrutura de proteção às mulheres.

“O trabalho de prevenção e a resposta rápida aos casos de violência doméstica ajudam a identificar situações de risco e garantir a prisão rápida dos agressores”, afirmou.

Rede de proteção

O programa SP Por Todas reúne ações de diferentes secretarias estaduais voltadas à segurança, proteção e autonomia financeira das mulheres.

Segundo os dados divulgados, a rede de atendimento conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 235 Salas DDM 24 horas integradas e mais de 650 policiais femininas especializadas.

Entre os serviços implantados está a Cabine Lilás, da Polícia Militar, que direciona chamadas relacionadas à violência doméstica feitas pelo telefone 190 para policiais femininas. As agentes prestam orientação sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, direitos como o auxílio-aluguel, quando aplicável, e o acesso à rede de assistência social.

O Estado também disponibiliza o aplicativo SP Mulher Segura, que permite o registro de boletim de ocorrência pela internet, a consulta de endereços de unidades policiais e o acionamento do Botão do Pânico por mulheres que possuem medida protetiva.

Outra iniciativa é a Patrulha SP Mulher Segura, destinada ao acompanhamento de vítimas e à fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.

O secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as ações buscam ampliar o acesso das vítimas aos canais de denúncia e à rede de proteção.

“Queremos que nenhuma mulher deixe de denunciar por medo, dificuldade ou falta de informação. As forças de segurança estão atuando para desburocratizar o acesso à denúncia, ampliar o acolhimento e garantir proteção ao longo de todo o processo”, declarou.

Fonte: Assessoria do Governo de São Paulo

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