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Ciencia/Tecnologia

Unicamp lidera projeto de R$ 15 milhões em energias limpas na RMC

Universidade estadual vai coordenar iniciativa de grande porte voltada ao desenvolvimento de novas tecnologias de energia sustentável.

Publicado em 17/08/2026 às 08:27
Atualizado em

Bomba de combustível (Foto: Reprodução)

Resumo
  • Unicamp assume a coordenação de projeto científico avaliado em R$ 15 milhões.
  • Foco da iniciativa é o desenvolvimento de novas matrizes e tecnologias de energia limpa.
  • Ação fortalece o polo tecnológico e de pesquisa da Região Metropolitana de Campinas.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi escolhida para coordenar um projeto de R$ 15 milhões focado no desenvolvimento de tecnologias inovadoras para a geração de energia limpa.

A Unicamp vai coordenar um projeto de aproximadamente R$ 15 milhões voltado ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e à transição energética. Batizada de BioLoop, a iniciativa foi aprovada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e ficou em terceiro lugar entre cerca de 30 propostas apresentadas na linha temática de Transição Energética.

O projeto será ancorado institucionalmente no Centro de Estudos de Energia e Petróleo (CEPETRO) e reunirá uma rede de 31 laboratórios da Unicamp, com participação de pesquisadores de diferentes áreas. O Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE-Unicamp) também integra a iniciativa como parceiro estratégico.

A proposta busca aproximar pesquisas que atualmente são desenvolvidas de maneira independente e criar uma estrutura de colaboração capaz de acelerar a transformação de conhecimento científico em soluções aplicáveis.

“O principal objetivo é criar essa rede de pesquisa. O recurso funciona como uma semente para fortalecer essa integração e permitir que ela dê origem a projetos cada vez maiores”, afirma o coordenador do BioLoop, professor Gustavo Doubek, da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp.

Pesquisas integradas

Entre as áreas contempladas pelo projeto estão o aproveitamento de biomassa e resíduos para produção de energia, desenvolvimento de novos biocombustíveis, biometano, hidrogênio, metanol verde, eletrificação e mobilidade sustentável.

A rede também terá pesquisas envolvendo Engenharia Química, Engenharia Elétrica e de Computação, Engenharia Mecânica, Economia, Biologia, entre outras áreas.

Segundo Doubek, um dos desafios da transição energética é integrar tecnologias que já apresentam avanços em diferentes campos.

“Há pesquisas consolidadas em biocombustíveis, produção de biomassa, eletrificação, resíduos ou inteligência artificial, mas poucas iniciativas conseguem integrar todas essas etapas em uma mesma estratégia de inovação”, explica.

Do resíduo à mobilidade

O BioLoop está estruturado em três grandes blocos tecnológicos.

  • O primeiro concentra pesquisas relacionadas à produção de biomassa, melhoramento genético de culturas energéticas, biotecnologia, biocombustíveis e etanol de segunda geração.
  • O segundo envolve o aproveitamento de resíduos urbanos e industriais, digestão anaeróbia, produção de biogás, biometano, metanol verde e desenvolvimento de biorrefinarias.
  • Já o terceiro bloco reúne estudos sobre eletrificação, motores movidos a combustíveis renováveis, baterias, hidrogênio verde, armazenamento de energia, transporte sustentável e monitoramento de emissões.

A iniciativa também terá a inteligência artificial e a Internet das Coisas (IoT) como ferramentas para otimização de processos, modelagem de sistemas energéticos e apoio à tomada de decisões.

Estrutura para novos projetos

Com duração prevista de três anos, o BioLoop terá, nesta primeira etapa, recursos destinados à consolidação da infraestrutura de pesquisa, adequação de laboratórios, formação da rede de pesquisadores e fortalecimento das competências necessárias para projetos tecnológicos de maior escala.

A expectativa da universidade é que a estrutura criada pelo projeto permaneça após o encerramento do financiamento inicial, permitindo a captação de novos recursos e a ampliação de parcerias.


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