EDITORIAL completo
Quando desviam da Educação, roubam o futuro das nossas crianças
Escândalo expõe fragilidade no controle público e exige responsabilização total da cadeia envolvida
Publicado em
14/11/2025 às 10:44
Atualizado em
É preciso dizer com todas as letras: o escândalo envolvendo contratos superfaturados na Educação não é apenas um caso policial — é uma afronta direta às famílias de Sumaré. Quando recursos destinados à escola pública são desviados, quem paga a conta são nossos filhos. Não há metáfora mais precisa: meter a mão na verba da Educação é roubar o futuro das crianças da cidade.
As revelações da Polícia Federal mostram a profundidade do problema. Enquanto contratos eram firmados com sobrepreços de até 35 vezes o valor real, nossos estudantes lidavam com falta de materiais básicos, equipamentos defasados e escolas que pediam reformas urgentes. Cada compra irregular, cada licitação direcionada, cada pagamento autorizado de forma suspeita representou menos investimento em sala de aula, menos oportunidade e mais desigualdade.
Este não é um dano abstrato. O impacto é real e cotidiano: é a criança que não tem o material adequado; é o professor que precisa improvisar; é a família que acredita na escola pública, mas vê políticas públicas serem esvaziadas por interesses privados.
Por isso, é fundamental reforçar: toda a cadeia envolvida precisa ser investigada e responsabilizada — sem exceções, sem blindagens, sem conveniências. A população merece respostas e ações concretas. Não é admissível que uma administração pública, com equipes técnicas e estrutura robusta, não tenha percebido processos tão discrepantes, valores tão irreais e compras tão fora dos padrões. Falhas dessa magnitude não podem, em hipótese alguma, ser normalizadas.
Sumaré é uma cidade de trabalhadores, pais e mães que lutam diariamente para dar uma vida melhor aos seus filhos. A eles, o mínimo que se deve é respeito, transparência e um sistema de ensino protegido de interesses escusos.
O Portal da Cidade Sumaré reafirma seu compromisso: fiscalizar, informar e cobrar. Porque educação não é moeda política, não é negócio, não é oportunidade de lucro. Educação é direito. E desviar esse direito é um crime que fere o presente e sabota o futuro.
A sociedade sumareense exige justiça — e não aceitará menos do que isso.
Fonte: Douglas Melo - Gestor do Portal da Cidade Sumaré
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