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MERCADO AUTOMOTIVO

Vai comprar ou vender um carro? Veja os riscos das negociações entre particulares

Especialista alerta para golpes em anúncios, pagamentos e intermediações e orienta consumidores sobre como aumentar a segurança nas transações de veículos

Publicado em 13/08/2026 às 08:21

Reprodução

Comprar ou vender um veículo diretamente entre pessoas físicas pode parecer mais simples e econômico, mas exige atenção redobrada. Com o crescimento das negociações feitas pela internet e do mercado de carros usados, os golpes envolvendo esse tipo de transação se tornaram cada vez mais frequentes no Brasil.

Levantamentos do setor apontam que milhares de fraudes relacionadas à compra e venda de veículos online têm sido registradas nos últimos anos, com prejuízos bilionários para consumidores. Os casos incluem anúncios falsos, pagamentos fraudulentos e o chamado “golpe do intermediário”, uma das práticas mais recorrentes nesse mercado.

O alerta ganha importância diante do tamanho do segmento de veículos usados. Dados da Fenauto mostram que o Brasil registrou mais de 15 milhões de transferências de veículos usados em 2024, o maior volume dos últimos anos, o que amplia a necessidade de cuidados nas negociações entre particulares.

Segundo Alan Ladeia, especialista do setor automotivo e CEO da Carflix, a falta de conhecimento sobre as etapas da negociação costuma favorecer a ação de golpistas.

“Quando a negociação acontece diretamente entre pessoas físicas, muitas vezes faltam mecanismos de verificação e etapas de segurança que ajudariam a evitar problemas. Por isso, é fundamental ter atenção redobrada com documentação, pagamentos e histórico do veículo”, afirma.

O especialista observa que muitos consumidores têm buscado alternativas mais estruturadas para reduzir riscos.

“Hoje existem empresas e plataformas especializadas que ajudam a organizar esse processo, oferecendo checagem de dados, histórico do veículo e intermediação da negociação. Isso não elimina completamente os riscos, mas tende a trazer mais transparência e segurança para ambas as partes”, explica.

Golpes mais comuns

Entre as fraudes mais recorrentes estão:

  • anúncios falsos de veículos inexistentes ou que pertencem a terceiros;
  • golpe do intermediário, em que um criminoso se passa por mediador da venda;
  • comprovantes falsificados de pagamento;
  • pressão para pagamentos antecipados antes da verificação do veículo.

Quatro cuidados para evitar prejuízos

1. Desconfie de preços muito abaixo do mercado

Valores muito inferiores aos praticados para o mesmo modelo, ano e condição do veículo devem servir de alerta. Golpistas costumam usar preços excessivamente atrativos para acelerar a negociação e induzir a vítima a fazer pagamentos antes de confirmar a autenticidade da oferta. O ideal é comparar o anúncio com outras ofertas semelhantes e nunca transferir dinheiro sem verificar a procedência do veículo e do vendedor.

2. Evite negociações apenas virtuais ou apressadas

Sempre que possível, veja o veículo pessoalmente e confirme a identidade da outra parte antes de assinar documentos ou realizar pagamentos. A recomendação é marcar encontros em locais públicos, movimentados e durante o dia. Negociações feitas exclusivamente pela internet podem aumentar o risco de furtos, roubos e outras situações de violência associadas a falsos anúncios.

3. Consulte o histórico do veículo

Antes de fechar negócio, é importante verificar:

  • multas e débitos de IPVA;
  • restrições administrativas ou judiciais;
  • passagem por leilão;
  • histórico de sinistros ou perda total;
  • indícios de adulteração.

Essas informações ajudam a identificar problemas que podem dificultar a transferência, reduzir o valor de revenda ou gerar prejuízos futuros ao comprador.

4. Tenha cuidado com intermediários

No golpe do intermediário, o criminoso copia um anúncio verdadeiro, republica o veículo por um preço menor e passa a intermediar a negociação sem que comprador e vendedor saibam da fraude. O pagamento acaba sendo direcionado ao golpista. Para reduzir esse risco, especialistas recomendam utilizar plataformas reconhecidas, que realizam verificação de identidade, checagem de anúncios e acompanhamento das etapas da negociação.

Segurança deve vir antes da economia

Embora a negociação direta possa reduzir custos com comissões, especialistas destacam que a economia não deve ser o único fator considerado. Verificar documentos, confirmar a identidade das partes, consultar o histórico do veículo e utilizar canais seguros para pagamento são medidas essenciais para evitar prejuízos financeiros e problemas legais.

Em um mercado que movimenta milhões de veículos todos os anos, a combinação entre informação, cautela e verificação adequada continua sendo a principal forma de proteção para quem pretende comprar ou vender um carro usado.

Fonte: Assessoria de imprensa Dfreire

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