A Secretaria de Saúde de Sumaré confirmou a falta de vacinas contra a Covid-19 destinadas a crianças menores de cinco anos. O desabastecimento no município já dura cerca de três semanas, impactando a imunização do público infantil.
De acordo com a administração municipal, um novo pedido de doses foi realizado nesta terça-feira (14), mas a previsão de reposição varia entre 15 e 20 dias. Enquanto isso, a vacinação segue disponível para públicos acima de 12 anos, conforme os critérios vigentes.
Para crianças de 5 a 11 anos, o atendimento ocorre em situações específicas, mediante encaminhamento ao Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais.
Situação na região
O cenário de desabastecimento não é exclusivo de Sumaré e se repete em outros municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Em Americana, a falta de doses foi registrada desde o início de março. Já em Santa Bárbara d’Oeste, não há vacinas pediátricas desde fevereiro.
Em Hortolândia, o estoque está zerado há mais de 15 dias, com alerta de possível escassez também para outros públicos. Já em Nova Odessa, a ausência de imunizantes para crianças pequenas já se estende por meses.
Distribuição de doses
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o envio de vacinas segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações, coordenado pelo Ministério da Saúde.
O Estado informou que uma nova remessa será entregue ao Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Campinas, com 34.014 doses destinadas a crianças menores de cinco anos e outras 1.032 para o público de 5 a 11 anos.
O Ministério da Saúde destacou que realiza o repasse ao governo estadual, responsável pela distribuição aos municípios, mas não detalhou os motivos para o desabastecimento.
Informações adicionais
- Vacinação segue normal para maiores de 12 anos
- Público infantil depende de reposição de doses
- Distribuição envolve governo federal e estadual
O cenário reforça o alerta para a cobertura vacinal infantil na região, evidenciando a necessidade de regularidade no envio de doses para garantir a proteção das crianças e a continuidade das políticas públicas de saúde.