Após a repercussão da reportagem exibida pela EPTV na noite desta segunda-feira (18), que mostrou pacientes enfrentando dificuldades para obter insumos e alimentação especial pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Sumaré, a Prefeitura de Sumaré divulgou um posicionamento oficial esclarecendo as medidas adotadas diante das situações apresentadas.
A matéria destacou o caso do aposentado William Meira dos Santos, paraplégico há 10 anos, que relatou a necessidade de reutilizar sondas uretrais por falta de fornecimento regular do material pela rede pública municipal. Segundo o paciente, sem condições financeiras para comprar os insumos, ele chegou a ferver as sondas em casa para reutilização, como forma de evitar infecções.
Além disso, a reportagem também abordou a demora na substituição de uma bomba intratecal responsável pela administração de medicamentos diretamente na medula, procedimento considerado urgente por decisão judicial.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que mantém o atendimento regular da maior parte dos medicamentos e insumos utilizados pelo paciente e reconheceu atraso específico no fornecimento das sondas uretrais.
Segundo a administração, o problema ocorreu devido ao atraso na entrega por parte da empresa fornecedora, situação que estaria sendo acompanhada administrativamente com medidas de cobrança e notificação contratual para regularização do abastecimento “no menor prazo possível”.
Sobre a troca da bomba intratecal, a Prefeitura afirmou que o procedimento envolve aquisição específica e atendimento de alta complexidade, dependendo de tramitação técnica e administrativa junto aos serviços especializados de referência do SUS.
Ainda conforme a Secretaria de Saúde, o caso está recebendo tratamento prioritário por parte da gestão municipal em cumprimento à determinação judicial.
A administração destacou também que procedimentos classificados como de alta complexidade ultrapassam a competência direta do município dentro da estrutura do SUS, exigindo articulação com a rede estadual e unidades especializadas para execução do atendimento.
Outro ponto citado pela Prefeitura foi a solicitação de substituição da cadeira de banho utilizada pelo paciente, que, segundo a nota, já integra processo administrativo em tramitação para aquisição conforme os procedimentos legais.
A reportagem exibida pela EPTV também mostrou relatos de outras famílias que enfrentam dificuldades no recebimento de alimentação especial e insumos médicos. Entre os casos apresentados estão pacientes que dependem de dietas líquidas administradas por sonda e que, segundo familiares, precisaram recorrer a doações para manter os tratamentos.
Sobre a alimentação especial, a Prefeitura informou que a distribuição deve ser normalizada ainda nesta semana.
No posicionamento oficial, a administração municipal reforçou que “não houve omissão por parte do município”, atribuindo os atrasos a entraves relacionados aos processos de aquisição, logística de fornecimento e fluxos administrativos necessários para viabilização da assistência especializada.
A Secretaria Municipal de Saúde afirmou ainda que segue acompanhando continuamente os casos apresentados, mantendo contato com os setores responsáveis e adotando providências para regularização integral do atendimento.