CASO EM SUMARÉ
Mulher descobre bebê vivo um mês após curetagem e decide manter gravidez
Moradora recebeu diagnóstico de aborto espontâneo e passou pelo procedimento no HES; exame posterior identificou feto vivo, mas sem líquido amniótico
Publicado em
20/08/2026 às 08:59
Atualizado em
Resumo
- Mulher recebeu diagnóstico de aborto espontâneo e passou por curetagem no Hospital Estadual de Sumaré;
- Um mês depois, ultrassom confirmou que o feto estava vivo, mas sem líquido amniótico;
- Paciente recusou a interrupção da gestação e o hospital abriu sindicância para investigar o atendimento.
Uma moradora de Sumaré descobriu que continuava grávida um mês após receber o diagnóstico de aborto espontâneo e passar por uma curetagem no Hospital Estadual de Sumaré (HES). Após um exame identificar que o feto estava vivo, mas sem líquido amniótico, ela decidiu seguir com a gestação. O hospital abriu uma sindicância para apurar o caso.
A paciente afirma que procurou o HES em 12 de julho, após apresentar sangramento, mas sem dores. Segundo o relato, ela recebeu o diagnóstico de aborto espontâneo após um exame físico de toque e foi submetida à curetagem no mesmo dia.
Antes disso, em junho, um exame realizado no Hospital Municipal de Paulínia havia indicado uma gestação normal, com embrião de seis semanas e cinco dias.
Descoberta um mês depois
A continuidade da gravidez foi descoberta em meados de agosto, quando a mulher precisou realizar um teste de gravidez antes de receber um anticoncepcional injetável. O exame de sangue apresentou resultado positivo.
Uma ultrassonografia de urgência confirmou a presença do feto, com batimentos cardíacos de 157 por minuto e peso estimado em 170 gramas. O exame, porém, apontou ausência total de líquido amniótico.
Saiba mais:
Segundo a paciente, profissionais do hospital disseram que a curetagem poderia ter provocado a perfuração da bolsa e, consequentemente, a perda do líquido amniótico.
"Você pensar que perdeu um bebê e saber que o bebê ainda está dentro de você. Isso não tem explicação", afirmou a mulher, que preferiu não ser identificada.
Decisão de manter a gestação
Diante da situação, a paciente afirma que foi orientada sobre a possibilidade de interromper a gravidez devido à ausência de líquido amniótico. Ela, no entanto, decidiu não realizar o procedimento.
"Tô vivendo uma situação muito difícil e eu não quero tirar a vida do meu bebê. Enquanto há vida, há esperança, eu vou ter essa gestação até quando Deus permitir viver", declarou.
A mulher também relatou que recebeu um pedido de desculpas de profissionais após a descoberta da gestação.
"Me falaram, me pediu perdão, mas eu acho que perdão e desculpa não vai mudar o cenário que eu estou vivendo hoje", afirmou.
Hospital abriu sindicância
Em nota, o Hospital Estadual de Sumaré lamentou o ocorrido e informou que instaurou uma sindicância para apurar a conduta da equipe responsável pelo atendimento da paciente.
O caso segue sob investigação interna. As alegações apresentadas pela paciente ainda serão apuradas pelo hospital e pelas autoridades competentes.
Fonte: G1.globo.com - Edição: Douglas Melo
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