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POSSÍVEL ERRO MÉDICO

Grávida descobre bebê vivo um mês após curetagem por suspeita de aborto em Sumaré

Paciente afirma que Hospital Estadual de Sumaré diagnosticou aborto espontâneo sem ultrassom; unidade abriu sindicância para apurar atendimento

Publicado em 20/08/2026 às 08:53
Atualizado em

Resumo
  • Paciente afirma ter recebido diagnóstico de aborto espontâneo após exame físico, sem ultrassonografia;
  • Um mês após a curetagem, exame confirmou que o feto estava vivo, mas sem líquido amniótico;
  • Hospital Estadual de Sumaré informou que abriu sindicância para apurar o atendimento.

Uma moradora de Sumaré descobriu, um mês após passar por uma curetagem, que continuava grávida. Segundo o relato da paciente, o procedimento foi realizado no Hospital Estadual de Sumaré (HES) após ela receber o diagnóstico de aborto espontâneo. O hospital informou que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe envolvida no atendimento.

A paciente, que preferiu não ser identificada, afirma que procurou o Hospital Estadual de Sumaré no dia 12 de julho após apresentar sangramento, mas sem sentir dores. Segundo ela, o diagnóstico de aborto espontâneo foi dado após um exame físico de toque, sem a realização de uma ultrassonografia.

No mesmo dia, a mulher foi submetida a uma curetagem, procedimento realizado para a retirada de material do interior do útero em determinadas situações clínicas, como após um abortamento.

Reprodução da G1 Campinas

Gravidez foi descoberta um mês depois

A continuidade da gestação só foi identificada em meados de agosto, quando a paciente precisou realizar um teste de gravidez antes de receber um anticoncepcional injetável. O exame de sangue apresentou resultado positivo.

Uma ultrassonografia de urgência confirmou que o feto estava vivo, com batimentos cardíacos de 157 por minuto e peso estimado em 170 gramas. O exame, porém, apontou ausência total de líquido amniótico.

Segundo a paciente, após a descoberta, profissionais teriam informado a ela que a curetagem poderia ter provocado a perda do líquido amniótico. A mulher afirma que o procedimento teria perfurado a bolsa gestacional.

"Você pensar que perdeu um bebê e saber que o bebê ainda está dentro de você. Isso não tem explicação", relatou a paciente.

Apesar dos riscos relatados à gestação e à própria saúde, a mulher informou que recusou a interrupção da gravidez.

"Enquanto há vida, há esperança. Eu vou ter essa gestação até quando Deus permitir viver", declarou.

Gestação havia sido considerada normal

De acordo com o relato, a paciente havia realizado um exame no Hospital Municipal de Paulínia, em junho, que apontou uma gestação normal, com embrião de seis semanas e cinco dias.

O caso agora é investigado internamente pelo Hospital Estadual de Sumaré. Em nota, a unidade lamentou o ocorrido e informou que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias e a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.

Fonte: G1.globo.com - Edição: Douglas Melo

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