Saúde
Estado reforça estoques e destina 2,5 mil ampolas de antídoto contra metanol
Hospital de Clínicas da Unicamp está entre os centros de referência no atendimento; Secret da Saú alerta para busca imediata por socorro em casos suspeitos
Publicado em 06/10/2025 às 09:31
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (3), o envio de 2,5 mil ampolas de álcool etílico absoluto, medicamento utilizado como antídoto em casos de intoxicação por metanol. A medida reforça o abastecimento dos principais centros de referência do Estado, entre eles o Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, além das unidades de Ribeirão Preto e São Paulo.
“As primeiras horas após a ingestão de bebida alcoólica contaminada são decisivas para salvar vidas, e o Estado de São Paulo está preparado com estoque do antídoto contra intoxicação por metanol”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
O governo paulista informou que 11 casos de intoxicação por metanol já foram confirmados até quinta-feira (2), incluindo um óbito. Para enfrentamento do cenário, foi instituído um gabinete de crise e ações integradas entre as secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.
⚕️ Atendimento rápido é essencial
De acordo com nota técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), as unidades de saúde que atenderem casos suspeitos devem solicitar as ampolas aos centros de referência mediante envio da ficha de notificação.
Além do antídoto, o Estado reforçou a estrutura laboratorial para confirmar rapidamente a presença do metanol no organismo. As amostras de sangue ou urina coletadas em casos suspeitos são analisadas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF), da USP de Ribeirão Preto, utilizando o método de cromatografia gasosa, considerado padrão ouro. O Instituto Adolfo Lutz coordena o transporte das amostras para análise, que deve ocorrer em até uma hora após a coleta.
⚠️ Sintomas exigem socorro imediato
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave. A substância, presente em bebidas adulteradas, é metabolizada no corpo em compostos altamente tóxicos — como formaldeído e ácido fórmico — que podem causar cegueira ou morte.
Entre os principais sintomas de alerta, estão:
- visão turva ou perda de visão;
- náuseas e vômitos;
- dores abdominais e sudorese;
- mal-estar generalizado.
Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato e entrar em contato com os seguintes serviços:
📞 Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
📞 Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733
“Identificar e orientar pessoas que consumiram a mesma bebida pode evitar novos casos e salvar vidas”, reforçou a Secretaria da Saúde em nota.
✅ Prevenção e conscientização
O governo paulista segue monitorando a origem das bebidas adulteradas e orienta a população a não consumir produtos de procedência duvidosa. A colaboração da sociedade — com denúncias e busca por atendimento rápido — é fundamental para reduzir o número de casos e garantir a eficácia do tratamento.
Fonte: Assessoria do Governo de São Paulo
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