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SAÚDE PÚBLICA

Gestantes de alto risco relatam consultas canceladas no Hospital Estadual de Sumaré

Hospital confirmou o desligamento de 18 médicos em setembro e afirma ter reposto a equipe; paciente grávida de gêmeos teve três consultas canceladas

Publicado em 30/09/2026 às 16:14
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Reprodução

Resumo
  • Gestantes de alto risco relatam cancelamentos de consultas de pré-natal no Hospital Estadual de Sumaré após o desligamento de 18 médicos das áreas de ginecologia e obstetrícia em setembro.
  • Uma paciente grávida de gêmeos, que faz tratamento para diabetes gestacional, afirmou ter tido três consultas consecutivas canceladas; o hospital informou que a equipe foi reposta e que busca reorganizar os agendamentos.
  • A instituição afirma contar atualmente com 45 médicos na especialidade e diz que gestantes têm prioridade para consultas de pré-natal.

Gestantes de alto risco atendidas pelo Hospital Estadual de Sumaré (HES) relatam cancelamentos sucessivos de consultas de pré-natal e dificuldades para manter o acompanhamento médico durante a gravidez. O problema ocorre após o desligamento de 18 profissionais das áreas de ginecologia e obstetrícia, confirmado pela instituição, que afirma ter reposto o quadro e estar reorganizando os agendamentos.

Um dos casos é o de Alessandra Barrocal, moradora de Hortolândia, que está grávida de gêmeos e faz tratamento para diabetes gestacional. Segundo relato divulgado pela EPTV e pelo g1 Campinas e região nesta quarta-feira (30), ela teve três consultas consecutivas canceladas desde setembro e afirma que não passa por avaliação médica desde agosto.

A gestante contou que o acompanhamento transcorria normalmente desde maio, quando foi encaminhada pela rede municipal de Saúde para atendimento no hospital. Com a evolução da gravidez, os retornos passaram a ser solicitados em intervalos menores, mas os agendamentos começaram a ser cancelados na véspera das consultas.

“Eu tive três agendamentos e os três cancelados”, relatou Alessandra à EPTV.

A falta de informações sobre a evolução da gestação aumentou a preocupação da paciente, que precisa de acompanhamento por causa da gravidez de gêmeos e da diabetes gestacional.

Hospital confirma saída de 18 médicos

O Hospital Estadual de Sumaré confirmou que houve redução da equipe em setembro, após o desligamento de 18 profissionais de ginecologia e obstetrícia. A instituição afirma, porém, que as vagas foram repostas ao longo do mês e que trabalha para reorganizar as agendas.

Em nota, o hospital informou que o serviço conta atualmente com 45 médicos e que as gestantes têm prioridade no agendamento das consultas de pré-natal.

A instituição também apresentou dados da produção assistencial entre janeiro e agosto de 2026. No período, foram realizadas:

  • 1.821 consultas ambulatoriais em ginecologia e obstetrícia, incluindo 1.136 consultas de pré-natal;
  • 3.621 atendimentos de urgência;
  • 1.430 partos;
  • 668 cirurgias.

Os números informam o volume de atendimentos realizados pelo serviço, mas não esclarecem quantas consultas de pré-natal foram canceladas nem o tempo de espera para remarcação.

Consulta de gestante foi antecipada

No caso de Alessandra, uma nova consulta havia sido agendada inicialmente para 8 de outubro. Após a família procurar explicações na ouvidoria do hospital, a instituição informou ter entrado em contato com o marido da paciente para antecipar o atendimento para quinta-feira, 1º de outubro.

O novo agendamento representa uma resposta específica ao caso relatado, mas não há, nas informações divulgadas, dados que permitam dimensionar quantas outras gestantes enfrentaram cancelamentos ou se a reorganização da equipe já normalizou os atendimentos.

Acompanhamento pré-natal é essencial

O pré-natal permite acompanhar a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê, além de identificar fatores de risco que podem exigir avaliações mais frequentes e cuidados específicos.

Em gestações consideradas de alto risco, a continuidade do acompanhamento é especialmente importante para que a equipe de saúde avalie a evolução da gravidez e defina as condutas necessárias a cada caso.

O relato das pacientes e a resposta do hospital colocam em discussão a regularidade dos atendimentos e a capacidade de manter o acompanhamento programado durante períodos de mudanças na equipe médica.

Fonte: G1.globo.com - Edição: Douglas Melo

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