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MOBILIDADE

Trem Intercidades entre Campinas e São Paulo avança e prevê viagem de cerca de 1 hora

Projeto de R$ 14,2 bilhões inclui serviço expresso até a Capital, trem regional com paradas em cidades da RMC e modernização da Linha 7-Rubi; conclusão é p

Publicado em 24/08/2026 às 08:52
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Obra contempla dois projetos de trens, um expresso e outro que fará o trecho intermetropolitano integrando 11 municípios da região de Campinas (Foto: Reprodução)

Resumo
  • Campinas a São Paulo em cerca de 1 hora: o Trem Intercidades promete encurtar distâncias e transformar a mobilidade entre o interior e a Capital.
  • R$ 14,2 bilhões em investimentos: o projeto inclui trem expresso, serviço intermetropolitano e integração de 11 municípios.
  • Menos trânsito, mais oportunidades: além de desafogar rodovias, a nova ferrovia pode impulsionar empregos, negócios e o comércio regional.

O projeto do Trem Intercidades (TIC) em Campinas surge como uma alternativa estratégica para otimizar o fluxo de passageiros na Região Metropolitana, prometendo maior agilidade nas viagens e impactos positivos diretos no comércio e na economia dos municípios envolvidos.

O projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que vai ligar Campinas a São Paulo, avança com a expectativa de reduzir para cerca de uma hora o tempo de viagem entre as duas cidades. Com investimento estimado em R$ 14,2 bilhões, o sistema deve ser concluído em 2031 e integrar 11 municípios por meio de novos serviços ferroviários e da modernização da Linha 7-Rubi.

As obras já avançam no trecho entre Campinas e Jundiaí. O projeto prevê a implantação de dois serviços: o Trem Intercidades, com operação expressa entre Campinas e São Paulo, e o Trem Intermetropolitano (TIM), que fará o trajeto regional com paradas entre Jundiaí e Campinas.

No percurso intermetropolitano, estão previstas estações em cidades como Louveira, Vinhedo e Valinhos. O conjunto do projeto, segundo as estimativas divulgadas, poderá atender mais de 600 mil passageiros.

O TIC terá capacidade para transportar até 860 passageiros e poderá alcançar velocidade de até 140 km/h. A nova estrutura ferroviária surge como alternativa para quem hoje depende principalmente das rodovias para se deslocar entre a Região Metropolitana de Campinas e a Capital.

Morador de Hortolândia, Edevaldo Rosso, de 53 anos, acredita que o sistema poderá ajudar a reduzir a pressão sobre as principais rodovias da região, especialmente nos horários de maior movimento.

“Vai desafogar muito as rodovias, que são intransitáveis nos horários de rush, e também vai ajudar muito a população a se locomover, dando mais agilidade. Todo mundo ganha com isso”, afirmou.

Em Vinhedo, a expectativa também envolve possíveis reflexos na economia e na circulação de pessoas. O adestrador de cães Marco Aurélio Gonçalves, de 36 anos, avalia que a melhoria na conexão ferroviária poderá facilitar tanto os deslocamentos regionais quanto o acesso à Capital.

“Além de movimentar o comércio da cidade, já que ficará bem mais fácil as pessoas virem para cá, vai facilitar o translado do morador daqui de Vinhedo para Campinas, Jundiaí e São Paulo”, disse.

Segundo o secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, a implantação do projeto deverá gerar cerca de 10 mil empregos diretos. A expectativa do governo estadual é que a nova malha também estimule o desenvolvimento econômico no entorno das estações.

A previsão é de que mais de 100 mil pessoas utilizem diariamente o sistema no futuro. Em Campinas, uma das áreas que pode concentrar os impactos da nova estrutura é a região da Estação Cultura, ponto previsto para a conexão ferroviária.

Com a conclusão programada para 2031, o TIC Eixo Norte poderá representar uma nova alternativa de mobilidade para moradores da RMC, reduzindo a dependência do transporte rodoviário e aproximando Campinas e cidades da região da Capital paulista.

Fonte: Portal da Cidade Sumaré

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