energia renovável
Paulínia inaugura maior planta de biometano do Brasil e reforça protagonismo
Empreendimento transforma resíduos urbanos em combustível sustentável e posiciona o município como referência nacional na transição energética
Publicado em 10/03/2026 às 10:25
Paulínia passou a sediar a maior planta de biometano do Brasil, inaugurada neste sábado (7) durante agenda oficial do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O empreendimento representa um marco para a política de transição energética e economia circular, além de fortalecer a posição do estado como referência nacional na produção de combustíveis renováveis.
Instalada em um Ecoparque que substituiu o antigo aterro sanitário, a planta da OneBio produz biometano a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos. O processo transforma lixo em combustível renovável, reduzindo impactos ambientais e ampliando a oferta de energia limpa.
A unidade possui capacidade nominal de produção de 225 mil metros cúbicos de biometano por dia, volume equivalente ao consumo de mais de mil ônibus urbanos. Atualmente, a planta opera com cerca de 50% da capacidade, com previsão de atingir o funcionamento pleno ao longo de 2026.
O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Edge, responsável por 51% do investimento, e a Orizon Valorização de Resíduos, com 49%. A produção será comercializada pela Edge e já está conectada à rede de distribuição de gás canalizado, ampliando o acesso ao combustível renovável para indústrias e outros consumidores.
Um dos primeiros contratos firmados prevê o fornecimento de biometano para uma fábrica da Unilever em Valinhos, contribuindo para a redução das emissões de carbono nos processos industriais e na operação logística da empresa.

Durante a inauguração, o governador destacou o potencial do Brasil, e especialmente de São Paulo, na produção de energia renovável. “Uma das grandes vocações do Brasil é a transição energética. O mundo precisa de parceiros confiáveis para gerar energia, e nós podemos ser esse parceiro. Etanol e biometano podem transformar nossa oferta energética e garantir previsibilidade de preços, protegendo o país de choques externos”, afirmou Tarcísio de Freitas.
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, ressaltou que o projeto representa um avanço importante para o desenvolvimento sustentável.
“É mais transição energética e mais economia circular. Do lixo geramos biogás, produzimos biometano e inserimos esse combustível na rede para abastecer a indústria. Isso mostra que é possível transformar resíduos em energia e desenvolvimento”, afirmou.
Impactos para Paulínia e para a população
A instalação da planta consolida Paulínia como um polo estratégico de inovação energética, gerando impactos positivos na economia local, na sustentabilidade ambiental e na geração de empregos diretos e indiretos.
Além de aproveitar resíduos que antes eram destinados ao aterro, o biometano contribui para reduzir emissões de gases de efeito estufa, ampliar a segurança energética e estimular novos investimentos em tecnologia e infraestrutura.
O município também recebeu, no mesmo dia, a inauguração de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na região do Monte Alegre. A estrutura, que recebeu investimento de R$ 54,8 milhões, amplia a capacidade de tratamento de esgoto da cidade e substitui gradualmente o antigo sistema baseado em lagoas abertas.
De acordo com a Sabesp, a nova estação utiliza tecnologias mais modernas e estruturas fechadas, com sistemas de controle de odores, atendendo uma antiga demanda de moradores da região.
O prefeito de Paulínia, Danilo Barros (PL), destacou a importância das entregas realizadas durante a visita do governador.
“Foi um dia importante para Paulínia. Além da inauguração da maior planta de biometano do Brasil, entregamos a nova estação de tratamento de esgoto do Monte Alegre e levamos o programa Tarifa Social para famílias da cidade”, afirmou.
São Paulo lidera produção de biometano no país
Atualmente, o Estado de São Paulo concentra nove das dezenove plantas de biometano em operação no Brasil, com capacidade de produção de aproximadamente 700 mil metros cúbicos por dia.
Outras oito unidades estão em fase de autorização, o que pode elevar a capacidade instalada para mais de 800 mil metros cúbicos diários até o final de 2026.
O governo estadual tem incentivado o setor por meio de políticas públicas, como normas para conexão de plantas à rede de gás canalizado, incentivos fiscais e programas voltados à expansão da produção de biocombustíveis.
A meta é que o estado ultrapasse 1 milhão de metros cúbicos de biometano por dia até 2028, consolidando São Paulo como protagonista nacional na produção de energia renovável.
Além de abastecer indústrias, o biometano pode ser utilizado como combustível para veículos leves e pesados e como insumo em processos industriais, reforçando o modelo de economia circular que transforma resíduos em energia limpa.
Fonte: Portal da Cidade Sumaré
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