"pré-estreia"
Documentário “Vozes de Sumaré” ganha premiere especial após três anos de produção
Obra audiovisual reúne histórias de personalidades que ajudaram a construir o município e terá lançamento exclusivo na OAB Sumaré.
Publicado em
22/07/2026 às 13:09
Atualizado em
Após quase três anos de um trabalho minucioso de pesquisa e captação de imagens, o Projeto Vozes anuncia a conclusão do documentário dedicado à cidade de Sumaré. Com o objetivo de registrar a memória viva do município, o longa-metragem prepara-se para uma aguardada premiere, exclusiva para convidados, programada para 3 de agosto ás 19 horas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Sumaré.
Dando continuidade ao projeto, iniciado com Vozes de Paulínia, este novo documentário é considerado um dos projetos de preservação histórica audiovisual mais significativos da trajetória de Sumaré. Cerca de 18 personalidades que ajudaram a construir as bases da cidade foram entrevistadas, oferecendo um panorama rico e detalhado sobre a evolução, as lutas e as conquistas que moldaram o município.
Todo o material foi captado em alta definição (4K), garantindo uma qualidade técnica de padrão cinematográfico. O projeto, porém, vai muito além da tela. Um dos pilares do Projeto Vozes é a democratização do acesso à cultura: todas as entrevistas, na íntegra, serão disponibilizadas gratuitamente em um portal na internet (www.steinfilmes.com.br). Dessa forma, a memória de Sumaré torna-se acessível a qualquer pessoa, de qualquer canto do mundo, cumprindo seu papel social de preservar o passado para as futuras gerações.

O documentário destaca-se também por sua natureza artística. Além da captura em 4K, a obra conta com trilha sonora e canção-tema compostas exclusivamente para o filme, conferindo uma identidade única e emocionante à narrativa.
À frente do Projeto Vozes está Wendell Stein, jornalista, cineasta e escritor cuja trajetória é marcada por uma produtividade que desafia os padrões convencionais. Com raízes profundas em Sumaré, Stein consolidou-se como um dos maiores produtores culturais multiplataforma do país, acumulando um acervo impressionante de 17 livros publicados e 14 obras audiovisuais. Essa produção massiva encontra explicação em sua neurodivergência: Wendell é autista nível dois com hiperfoco na escrita e na criação. Longe de ser uma limitação, essa condição atua como o motor de sua carreira, permitindo que ele transite com maestria entre o cinema, a literatura e o jornalismo.
No Cinema: Especializou-se em Direção de Cinema Independente com Dov Simens (mentor de Quentin Tarantino). Sua filmografia inclui documentários como Vozes de Paulínia, Cônego Cyríaco e As Duas Cores de um Mundo, até produções inovadoras como Fome, O FILME, Danda e a Uiara 3D e Filho das Lendas.

Na Literatura: Sua obra abrange desde ficção científica e terror até biografias e guias técnicos. Entre seus títulos mais recentes de 2026, destacam-se O Crepúsculo da Inércia, que explora o futuro da humanidade frente à tecnologia, e o pioneiro O Despertar da Consciência da Inteligência Artificial, cujo prefácio inovador foi escrito por uma Inteligência Artificial.
O primeiro ano da produção foi realizado sem qualquer aporte público ou patrocínio privado. O projeto chegou a ter sua aprovação pela Lei Rouanet, mas não houve interesse de aporte por parte das empresas da região onde a proposta foi apresentada. Para a equipe de produção, se por um lado isso é triste — por se tratar de uma lei cujo incentivo não sai do bolso das empresas, já que é abatido do imposto de renda —, por outro lado, deu ao projeto uma autonomia autoral. “Foi o que possibilitou uma produção 'Justa e Perfeita', mantendo a integridade da história e a liberdade criativa necessária para dar o tom exato que o projeto exigia”, afirma o diretor Wendell Stein.
Stein faz questão de ressaltar a importância dos entrevistados: “O sucesso deste projeto pertence, principalmente, a essas pessoas que abriram suas casas, suas memórias e seus corações. Sem a disponibilidade de cada um deles, este sonho não teria se concretizado. É uma honra poder eternizar as vozes que edificaram a nossa cidade.”
O Projeto Vozes é uma iniciativa de preservação histórica audiovisual focada em resgatar a identidade cultural de municípios brasileiros. Através de entrevistas profundas e técnicas de cinema, o projeto cria um arquivo documental imersivo que conecta o passado ao presente, fortalecendo o sentimento de pertencimento da população.
Informações: através do e-mail [email protected]

Entrevista:
Wendell Stein e a Missão de Eternizar a história
Wendell, você está finalizando as filmagens de “Vozes de Sumaré”, um projeto robusto que levou quase três anos de captação e conta com mais de 18 entrevistados fundamentais para a história da cidade. Para um jornalista e cineasta com três décadas de carreira, qual é o sentimento de ver esse “primeiro volume” se materializar?
Wendell Stein: É a realização de um sonho, mas um sonho que carrega uma responsabilidade enorme. O "Vozes de Sumaré" não é apenas um documentário; é um resgate de identidade. Ver esse trabalho em 4K, com trilha sonora e canção-tema exclusivas, é a prova de que a qualidade técnica deve caminhar junto com o respeito à memória. Finalizar as filmagens e preparar essa premiere de gala é gratificante, especialmente sabendo que, assim como o Vozes de Paulínia, o acesso será totalmente gratuito através de um portal na internet. Queremos que um sumareense em qualquer lugar do mundo possa se reconectar com suas raízes.
Você mencionou que o projeto não contou com patrocínio ou aporte público até o momento. Em um mercado audiovisual muitas vezes travado pela falta de verbas, como a criatividade compensou a escassez financeira?
Wendell Stein: Acredito piamente que a criatividade é o maior capital de um realizador. A falta de patrocínio, por um lado, nos deu uma liberdade criativa absoluta. Foi o que permitiu uma produção que chamo de "Justa e Perfeita". Sem as amarras de interesses externos, pudemos focar no que realmente importava: a verdade dos entrevistados. Onde não havia dinheiro, houve tempo, dedicação e técnica. O fato de eu ser jornalista, roteirista e diretor facilita o processo, mas a preservação histórica tem que partir de todos. Não podemos esperar apenas pelo Estado ou por empresas; a sociedade civil e os artistas precisam assumir esse protagonismo.
O projeto tem um forte componente emocional para você. Você nasceu em Sumaré e esta obra é também uma homenagem ao seu pai, Alvaro Stein. Ele foi um dos nomes mais importantes do agronegócio do tomate no Brasil, mas, curiosamente, após quase 30 anos de seu falecimento, ainda não recebeu uma homenagem oficial, como o nome de uma rua na cidade. Como esse documentário preenche esse vazio?
Wendell Stein: Meu pai foi um importante agricultor e sua história está entrelaçada ao progresso de Sumaré. O fato de ele não ter o nome em uma rua ou praça reflete um problema crônico de memória que o Projeto Vozes tenta combater. Este documentário é o meu tributo a ele e a todos que, como ele, suaram por este chão e cujas histórias correm o risco de se perder. Se a cidade ainda não reconheceu formalmente seu legado, o cinema o fará. É uma forma de dizer que a história de um homem não depende apenas de uma placa de metal, mas da lembrança que mantemos viva nas futuras gerações.
Falando em futuras gerações, você também teve um impacto social direto com o livro infantil "O Pé de Sol – Filhos da Pandemia". Foram mais de 2 mil exemplares distribuídos gratuitamente em escolas para ajudar crianças a lidar com o luto da Covid-19. Como o Wendell, autor de ficção científica complexa, se conecta com o Wendell que escreve para crianças?
Wendell Stein: Tudo se resume a empatia e comunicação. O Pé de Sol nasceu de uma necessidade urgente de acolhimento. Ver esse livro chegar a milhares de crianças gratuitamente é tão importante para mim quanto lançar meu 17º livro, O Crepúsculo da Inércia. Seja explicando o luto para uma criança ou projetando os dilemas morais da tecnologia em 2056, meu objetivo é o mesmo: provocar reflexão e preservar o que nos torna humanos.
Para encerrar, você acaba de lançar "O Crepúsculo da Inércia", onde projeta um futuro dominado pela IA e pela eficiência técnica. Em um mundo que parece caminhar para o isolamento digital, qual o recado do Projeto Vozes para o futuro?
Wendell Stein: No livro, eu falo sobre a "extinção hedonista", onde morremos isolados em busca de prazer sintético. O Projeto Vozes é o antídoto para isso. Ele é real, é orgânico, é feito de olhos nos olhos e memórias compartilhadas. O passado nos ensina a ter identidade para crescer forte. Se não soubermos quem fomos, seremos apenas algoritmos no futuro. Por isso, convido todos a valorizarem suas histórias locais. A preservação é um ato de resistência e de amor.
Fonte: Portal da Cidade Sumaré
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