COLUNA "ENTRE ASPAS"
Dica de Leitura: A Soma de Todos os Afetos – Fabíola Simões
A autora é dentista, mãe, influenciadora digital, youtuber e escritora; já tem publicado 4 livros
Publicado em
05/04/2023 às 12:24
Atualizado em
Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a autora Fabíola Simões e sua obra “A Soma de Todos os Afetos” publicada pela Faro Editorial. Fabíola Simões é dentista, mãe, influenciadora digital, youtuber e escritora – não necessariamente nessa ordem. Tem 4 livros publicados; um canal no Youtube onde dá dicas de filmes, séries e livros; e esse site, onde, juntamente com outros colunistas, publica textos semanalmente. Casada e mãe de um adolescente, trabalha há mais de 20 anos como Endodontista num Centro de Saúde em Campinas e, nas horas vagas, gosta de maratonar séries (Sex and the City, Gilmore Girls e The Office estão entre suas preferidas); beber vinho tinto; ler um bom livro e estar entre as pessoas que ama.
Vem comigo conhecer um pouco mais sobre essa autora!
Como a literatura entrou em sua vida?
Desde que era criança, sempre gostei muito de ler e escrever. Desde muito cedo entendi que eu precisava escrever para me sentir viva, para ouvir a minha própria voz. Porém, ao escolher uma carreira, optei por algo mais “sólido”, e ouvindo o conselho da família, decidi cursar odontologia. Mas como tem vida que a gente escolhe e vida que escolhe a gente, a escrita me escolheu novamente, e em 2012 resolvi criar um blog pessoal, onde escrevia ideias, pensamentos, vivências. O blog foi ganhando leitores e inúmeros seguidores nas redes sociais. Em consequência desse alcance, vieram os livros. Atualmente são 4 livros publicados: “A soma de todos os Afetos”, “Felicidade Distraída”, “Deixei meu coração em modo avião” e “Textos para acalmar tempestades”. Continuo atuando como dentista, mas confesso que a escrita tem um papel de destaque na minha realização pessoal.
Você tem alguma rotina para escrever ou escreve quando surge oportunidade?
Eu costumava produzir um texto por semana. Porém, escrever é todo dia. Eu ando com alguns cadernos na bolsa, bloquinhos de notas também, e sempre que surge uma ideia, começo a escrever. Às vezes uso o bloco de notas do celular. Algumas vezes leio alguma frase na internet e dou print para usar em uma reflexão futura. Também gosto de grifar e marcar livros, tudo são ideias, tudo me inspira. Assim, esses insights que vou escrevendo ou lendo servem de combustível quando vou produzir um texto. Mas escrever é todo dia.

Quanto tempo demora para concluir um livro?
Varia muito. Acredito que meus livros de crônicas levaram uma média de 1 ano para serem concluídos.
As histórias “se escrevem” sozinhas ou você pensa na trama inteira?
Muitas vezes sinto que a crônica se escreve sozinha, como se pedisse para ser escrita. É algo muito intenso e bonito, eu começo com uma inspiração e ela se conclui de uma forma inusitada, como se as palavras tivessem vida e movimento.
De onde vem a inspiração?
Como eu disse, carrego bloquinhos e cadernos, pois a inspiração pode surgir de qualquer lugar. Pode vir de um filme, uma música, um livro, um post no Instagram, um vídeo no YouTube ou TikTok… de uma conversa com alguém, de um comentário num post… e também vem de dentro. Há momentos em que me calo e tento acessar minha dor, minha alegria, meu tédio, ou o que estiver me preenchendo de forma aguda no momento. Muitos textos nasceram dessa busca por autoconhecimento.
Quais são seus livros e autores/autoras favoritos?
Vários livros marcaram minha vida, e tentarei lembrar de alguns.
Na infância, um livro extremamente importante para mim foi “A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga. Na adolescência, gostei muito de “minha vida de menina”, de Helena Morley. Outros que gostei e me lembro foi “o apanhador no campo de centeio”, de J. D. Salinger; “Reparação”, de Ian McEwan; “Espere a primavera Bandini”, de John Fante; “O sol é para todos”, de Harper Lee; “O complexo de Portnoy”, de Phillip Roth; “O arroz de Palma”, de Francisco Azevedo; “Pequena coreografia do Adeus”, de Aline Bei; “Vermelho Amargo”, de Bartolomeu Campos de Queirós; “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende; “O morro dos ventos uivantes”, de Emily Brontë; “O sentido de um fim”, de Julian Barnes; “A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector; entre outros. Autores preferidos eu poderia citar: Phillip Roth, John Fante e Clarice Lispector.
Tem planos para livros futuros?
Sim. Continuo escrevendo regularmente, e acredito que devo finalizar um novo livro de crônicas nos próximos meses.
RESENHA
UMA DELÍCIA DE LEITURA!
A Soma de Todos os Afetos é um livro gostoso de ler, cheio de situações cotidianas familiares de todos nós contadas através do olhar doce e delicado de Fabíola Simões, autora nacional contemporânea que consegue conciliar em suas crônicas, conteúdo e beleza.
Dividido em quatro partes: Somos a Soma de Nossos Afetos, onde temos crônicas sobre situações que vivemos seja fora ou dentro da gente; Leitura do Mundo, que traz as mais diversas formas de enxergar situações da vida, sejam elas singelas, fantásticas, maravilhosas ou extremamente tristes; Fundo da Gaveta, com crônicas sobre processo de crescimento e aprimoramento; e A Gente Tem que Continuar, com palavras que mostram que o fim pode ser apenas um recomeço.

Na simplicidade de sua escrita, Fabíola nos apresenta situações que vão de um assopro de mãe na ferida do filho ao reencontro de si mesma. Sua prosa é poética e procura entender o sentir num processo contínuo de amadurecimento em todas as suas particularidades. Daquelas leituras que nos fazem refletir, mas também nos aliviam das tensões diárias e trazem conforto.
Tudo isso na edição extremamente caprichada da Faro Editorial, com lindas ilustrações que tornam toda a leitura ainda mais prazerosa.
Contatos da Autora:
Instagram: @fabiolasimoesreal
Site: https://www.asomadetodosafetos.com/
YouTube: https://www.youtube.com/c/FabíolaSimões
Por EVELYN RUANI
Bibliotecária do SESI e leitora compulsiva! Apaixonada por livros e palavras.

SERVIÇO Blog: blogentreaspas.com Instagram: @blog_entreaspas E-mail: [email protected] |
Fonte: Evelyn Ruani
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