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Número de adegas e pequenos negócios de bebidas cresce 26,2% em Sumaré

Quantidade de MEIs no comércio varejista de bebidas passou de 450 em 2021 para 568 em 2026, segundo levantamento do Sebrae-SP

Publicado em 09/10/2026 às 14:36
Atualizado em

Reprodução se imagem do Google Maps

O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) que atuam no comércio varejista de bebidas cresceu 26,2% em Sumaré nos últimos cinco anos. Segundo levantamento do Sebrae-SP, a cidade passou de 450 MEIs registrados em 2021 para 568 em 2026, indicando a expansão de pequenos negócios ligados ao segmento de adegas e à venda de bebidas.

O crescimento registrado em Sumaré supera o avanço de 20% observado nas regiões de Campinas e Piracicaba no mesmo período. No recorte regional, o número de MEIs passou de 5.489, em 2021, para 6.579, em 2026.

O levantamento considera os negócios enquadrados no CNAE 4723-7/00, referente ao comércio varejista de bebidas. A classificação inclui empresas que comercializam produtos de forma física ou online, sem espaço destinado ao consumo no próprio estabelecimento.

Mercado aposta em conveniência

A expansão das adegas de bairro acompanha mudanças nos hábitos de consumo e no comportamento dos consumidores. O modelo ganhou força especialmente durante a pandemia, com o crescimento das vendas por delivery, e passou a explorar atributos como proximidade, variedade, rapidez na entrega e relacionamento com os clientes.

Além de cervejas, vinhos e destilados, os estabelecimentos podem ampliar o mix com bebidas não alcoólicas, gelo, carvão, alimentos, petiscos e produtos para confraternizações.

A combinação entre ponto físico, atendimento por redes sociais e aplicativos de mensagens e serviço de entrega também cria alternativas para pequenos empreendedores ampliarem sua atuação.

Crescimento exige planejamento

Para o Sebrae-SP, o aumento do número de negócios representa uma oportunidade, mas também eleva a concorrência e exige maior atenção à gestão.

Conhecer o perfil do consumidor, identificar os produtos mais procurados, controlar estoque e custos, formar preços corretamente e acompanhar o fluxo de caixa estão entre os pontos considerados essenciais para a sustentabilidade do negócio.

“A expansão do mercado de adegas mostra que existe espaço para o pequeno empreendedor, mas abrir uma empresa é apenas o primeiro passo. É fundamental conhecer o perfil do consumidor, entender quais produtos têm maior procura, trabalhar bem o estoque, calcular corretamente os preços e acompanhar de perto o fluxo de caixa”, afirma Alice Rosado, analista de negócios do Sebrae-SP.

Segundo ela, a diferenciação também ganha importância diante do aumento da concorrência.

“Para os pequenos negócios, a presença digital também pode ser uma aliada. Redes sociais e aplicativos de mensagens permitem divulgar promoções, apresentar novidades, manter relacionamento com clientes e facilitar pedidos”, acrescenta.

Perfil de Sumaré pode influenciar estratégia

Para quem pretende investir no segmento, o levantamento também reforça a importância de observar as características do mercado local.

Perfil de renda, hábitos de consumo, concorrência, localização, horários de funcionamento e capacidade de entrega são fatores que podem influenciar diretamente o desempenho de uma adega ou comércio de bebidas.

O crescimento de 26,2% em Sumaré, portanto, mostra não apenas a expansão do número de pequenos negócios no setor, mas também um mercado local mais disputado, no qual gestão, atendimento e conveniência podem se tornar diferenciais para a permanência das empresas.

Fonte: Assessoria do Sebrae - Edição Douglas Melo

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