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Subvenção federal

Lula assina decreto com subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina

Medida terá validade de dois meses e busca conter impactos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio

Publicado em 26/05/2026 às 11:36

Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (25) um decreto que cria um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina no país. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e terá duração inicial de dois meses.

O objetivo do governo federal é reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil, em meio aos reflexos da guerra no Oriente Médio.

O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Na última sexta-feira (22), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, já havia antecipado o valor da subvenção. Segundo ele, o montante de R$ 0,44 por litro foi definido como suficiente para amenizar os impactos da elevação dos preços internacionais da gasolina.

A escalada do petróleo ocorre após o agravamento da guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, que afetou o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — rota responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. Com isso, o barril voltou a superar a marca de US$ 100 no mercado internacional.

Apesar da pressão internacional, a Petrobras ainda não anunciou reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras.

PACOTE DE MEDIDAS

O subsídio à gasolina integra um pacote anunciado pelo governo federal para tentar conter a alta dos combustíveis. Entre as ações já divulgadas estão:

  • subsídio ao diesel;
  • isenção de impostos federais sobre biodiesel;
  • subsídio ao gás de cozinha;
  • apoio ao querosene de aviação;
  • linhas de crédito para o setor aéreo.

O governo também editou recentemente uma medida provisória com benefícios tributários relacionados à Cide e ao PIS/Cofins sobre combustíveis.

As medidas fazem parte da estratégia federal para minimizar os efeitos da volatilidade do mercado internacional de petróleo sobre consumidores e setores econômicos dependentes de combustíveis no país.

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