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Filme trash gravado com menos de R$ 5 mil aposta em virar clássico cult nacional

Nova produção do cineasta sumareense Wendell Stein mistura humor, terror gore e efeitos práticos em projeto independente que começa a ser filmado em 2026

Publicado em 03/06/2026 às 13:48
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O cineasta sumareense Wendell Stein (Foto: Reprodução)

O cinema independente brasileiro prepara mais uma aposta ousada para os fãs do terror e da cultura trash. Previsto para entrar em produção em 2026, o novo longa-metragem do diretor Wendell Stein promete resgatar as raízes do cinema de guerrilha e dos efeitos práticos em uma obra que mistura humor ácido, body horror e estética cult.

Intitulado "O Saco Escrotal", o filme acompanha os residentes médicos Rubito e Amidala, que se veem envolvidos em uma sucessão de acontecimentos absurdos após a morte acidental de um colega de quarto. A partir desse incidente, uma teoria científica nada convencional passa a conduzir a narrativa, transformando o cotidiano hospitalar em um pesadelo grotesco e repleto de situações inesperadas.

Segundo Stein, a produção representa um retorno ao espírito criativo que marcou seus primeiros trabalhos, especialmente o premiado "Fome". A proposta é desenvolver um filme totalmente baseado em efeitos práticos, utilizando maquiagem, próteses de látex e sangue cenográfico para construir uma experiência visual inspirada nos clássicos do terror trash das décadas de 1980 e 1990.


Mais do que apostar apenas no choque visual, o roteiro busca equilibrar humor, narrativa e desenvolvimento de personagens. A estrutura da trama foi construída para transformar situações aparentemente absurdas em elementos centrais da história, criando conexões que se desenvolvem ao longo da narrativa e culminam em um desfecho marcado por reviravoltas e humor politicamente incorreto.

"O maior trunfo estético do diretor deve ser alcançar um nível de impacto visual e crueza com o micro-orçamento proposto, provando que criatividade opera milagres técnicos na ausência de dinheiro", afirma Wendell Stein.

Outro destaque da produção é o elenco. O filme reúne nomes como Filastor Brega e Wagner Kampynas, além da ex-miss Campinas Larissa Guerreiro, que assume um papel de destaque na trama. A proposta da direção é que os atores tratem os acontecimentos mais improváveis com absoluta seriedade, estratégia que, segundo a equipe, potencializa o efeito cômico e dramático da obra.

A equipe técnica também reúne profissionais experientes do audiovisual independente. Participam do projeto o diretor de fotografia Alvaro Barbosa, o produtor executivo Aparecido Fernandes e a produtora, maquiadora e diretora de elenco Rose Ruiz. Outros profissionais ainda devem ser anunciados durante a fase de pré-produção.

Com orçamento inferior a R$ 5 mil, a produção aposta na criatividade e na execução artesanal para conquistar espaço entre os admiradores do cinema fantástico nacional. A expectativa é que o longa dialogue diretamente com o público que valoriza obras autorais, irreverentes e produzidas fora dos grandes circuitos comerciais.


INFORMAÇÕES DA PRODUÇÃO

  • Filme: O Saco Escrotal
  • Direção e roteiro: Wendell Stein
  • Início das filmagens: 2026
  • Gênero: Terror gore, comédia trash e body horror
  • Produção: Cinema independente
  • Orçamento estimado: Menos de R$ 5 mil
  • Destaques do elenco: Filastor Brega, Wagner Kampynas e Larissa Guerreiro

Ao apostar em efeitos práticos, criatividade e uma narrativa que abraça o absurdo sem abrir mão da construção dramática, a produção pretende reforçar a força do cinema independente brasileiro e mostrar que grandes ideias ainda podem surgir longe dos grandes orçamentos.

Do cineasta:

À frente do projeto está Wendell Stein, cineasta nascido em Sumaré e radicado há mais de 20 anos em Paulínia. Reconhecido por sua trajetória no cinema independente, ele figura entre os cineastas autistas com maior número de longas-metragens produzidos no Brasil. Em sua 15ª obra, Stein retoma as raízes que marcaram parte de sua filmografia, revisitando o universo do terror gore, do humor absurdo e da estética trash que contribuíram para consolidar seu nome no circuito do cinema fantástico nacional. Com "O Saco Escrotal", o diretor reafirma sua proposta autoral e sua defesa de um cinema criativo, feito com poucos recursos, mas com ampla liberdade artística. 


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